O Reformista

Declaração inicial: O Reformista - um Blogue de intervenção de um Social Democrata. Da discussão nasce a luz.

Nome: António Alvim

Médico,Católico, Militante do PSD, antonioalvim@netcabo.pt, 96 60 99 868

Domingo, Novembro 29, 2009

Mudar o PSD para Mudar o País

Aqui a moção que foi apresentada na Assembleia Distrital do PSD Lisboa dia 16 de Novembro de 2009 e estará a circular até ao próximo Congresso do PSD.

É o pontapé de saída dos militantes que não se conformam com o estado a que o País e o PSD chegaram.
O PSD precisa de mudar porque o país precisa do PSD.

Para isso é preciso criar até ao Congresso uma forte corrente de opinião que impulsione essa mudança.

OReformista conta consigo

O que diz o Programa do PSD

4.1. Responsabilidade Política e Estabilidade

A democracia assenta na noção de responsabilidade política.

Mas a efectivação da responsabilidade política está em grande parte relacionada com a existência de um quadro de estabilidade governativa.

A estabilidade, não sendo um fim em si mesma, é uma condição fundamental para a existência de governos politicamente responsabilizáveis. Da sua existência decorre, em primeiro lugar, a garantia, para as forças vencedoras das eleições, de que disporão do período de tempo adequado para a execução dos seus programas eleitorais; e decorre, igualmente, a confiança dos agentes sociais, económicos e culturais, nacionais e internacionais, confiança que, por sua vez, é condição das reformas e do progresso.

Se a efectivação da responsabilidade está intimamente ligada à noção de vinculação funcional, à obtenção de determinados objectivos e à ideia de aplicação de sanções jurídico-políticas em caso de inexecução das tarefas para a prossecução dos quais o mandato é conferido, ele implica também a concessão das condições necessárias ao exercício dos poderes de que cada órgão de soberania é detentor.


4.2. O Sistema Eleitoral

A estabilidade não é um mero conceito abstracto.

Devem assim ser criadas condições que, garantindo a pluralidade de representação das correntes políticas relevantes no País, propiciem igualmente a estabilidade e a eficácia do sistema político. A legislação eleitoral deve reduzir ao máximo a verificação de situações governativas equívocas e precárias, com a consequente «decadência da responsabilidade» política que daí advém.

Uma reforma consequente do sistema eleitoral deve ponderar, juntamente com as exigências de estabilidade política, a necessidade de garantir o estabelecimento de uma relação mais autêntica e responsável entre os eleitos e os eleitores, assegurando ainda que todos os cidadãos nacionais participem activamente na escolha de todos os titulares de órgãos de soberania de carácter electivo, sem qualquer excepção.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Mudar o PSD para Mudar Portugal


Aqui a moção que foi apresentada na Assembleia Distrital do PSD Lisboa dia 16 de Novembro de 2009 e estará a circular até ao próximo Congresso do PSD.

É o pontapé de saída dos militantes que não se conformam com o estado a que o País e o PSD chegaram.

O PSD precisa de mudar porque o país precisa do PSD.

Para isso é preciso criar até ao Congresso uma forte corrente de opinião que impulsione essa mudança.


OReformista conta consigo

António Alvim

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Sá Carneiro e Governos Minoritários

Sobre a questão de Governso minoritários vale a pena voltar a Sá Carneiro .
Em 26 de Abril de 1976 no debate/análise dos resultados eleitorais das primeiras eleições lgesilativas. PARTE II - Das Eleições Legislativas ao pedido de demissão do Sr. Sá Carneiro169 Franscisco Sá Carneiro – “Textos” - Quarto Volume - 1975-1977Instituto Franscisco Sá Carneiro – Todos os Direitos Reservados


P. - Como disse ontem numa entrevista que fizemos aqui, a coligação que encaraexclui o PC.

S.C. - Sim, mantemos essa posição. De resto, temos uma deliberação do nosso Congresso sobre isso, é um problema político e até de filosofia política; as filosofias políticas do PC e do nosso partido são de tal modo diferentes que impossibilitam praticamente uma coligação.


P. - A posição do dr. Sá Carneiro acerca da manutenção do Governo creio que é mais reservada sobre este ponto.

S.C. - Não é só mais reservada, mas realmente não concordo com o dr. Mário Soares, quando diz que esse ponto foi objecto dum acordo. Com o nosso partido não. O que se falou na altura das negociações do Pacto, e nisso havia um acordotácito, que nós depois quisemos... uma coisa como outra mais tarde pois insistimos em que esse acordo que efectivamente tinha sido feito de uma forma tácita,fosse tornado expresso e foi acrescentada uma cláusula no Pacto no sentido de todo o sistema constitucional dos órgãos de soberania só entrar em vigor após a eleição do Presidente da República, mas é um problema completamente diferenteda manutenção do VI Governo, de resto nós tínhamos já desde Dezembro uma resolução do nosso Congresso no sentido de só permanecermos no Governo com o PCP se houvesse razões ponderosas para isso, até às eleições de 25 de Abril.Nunca poderíamos, pois, entrar num acordo desse tipo, como de facto não entramos.


P. - O problema que se põe hoje é se o PPD permanecerá no Governo até à eleição do Presidente da República ou não, se exige ou não a saída do PC.

S.C. - Há dois aspectos para mim principais a considerar quanto ao Governo. Por um lado, há a nossa posição já claramente assumida e do conhecimento dopúblico quanto à nossa permanência do Governo juntamente com o PC após estas eleições. O Secretariado do partido vai estudar o assunto e deliberar; em todo o caso, há já uma solução do Congresso. Há outro aspecto de interesse muito importante que é a ligação entre a manutenção deste Governo tal como está, e a questão das futuras coligações, pois se se rejeita qualquer coligação futura parece que não há razão para manter esta durante mais dois meses. Como sabe, o Presidente da República será eleito até ao 70.° dia após as eleições para a Assembleia da República e, portanto, isso pode ir até à 1.ª semana de Julho e depois ainda demorará a formação do Governo, apresentação e tudo o mais. Serão, portanto, dois meses e meio praticamente com um Governo que, se rejeita qualquer hipótese de coligação, está ondenado a ser um Governo de transição com pouca capacidade de realização eficaz da governação. É o meu ponto de vista, ora o estado do país, os enormes problemas económicos, financeiros e sociais a resolver impõem, para bem da consolidação da democraciae do progresso, que exista um Governo com autoridade, com personalidade. Isso parece-me apontar para que este Governo seja remodelado ou dê lugar à formação de um Governo transitório até às próximas eleições - é uma questão de palavras - no sentido de o fazer coincidir, tanto quanto possível, com um futuro Governo. Só assim se assegurará uma continuidade e se assegurará uma eficácia de acção governativa que é desesperadamente necessária.

P. - Portanto neste momento não há decisão do PPD sobre esse assunto, uma vez que vai ser ainda considerado pelas instâncias superiores do partido.

S.C.- Este problema não se podia pôr antes do conhecimento do resultado destas eleições; foram conhecidos agora, amanhã começaremos as reuniões tendentes à definição da posição do partido.


P.- A posição do partido depende também de negociações quanto ao futuro governo definitivo?

S.C. - O PS já definiu hoje, salvo erro com um comunicado e com declarações do dr. Mário Soares, a sua posição de não aceitar entrar em quaisquer coligações e, portanto, esse ponto parece-me suficientemente definitivo. O dr. Mário Soares poderá melhor do que eu elucidar. Haverá depois que analisar, em face desses dados, a evolução provável do VI Governo Provisório e do futuro governo. Todavia este problema será decidido rapidamente, porque, como disse erepito, e acho este ponto muito importante, o país necessita de ter rapidamente um governo com eficácia, com uma política definida nos vários aspectos e capa?de preparar os trabalhos do futuro governo. Ora isso só se consegue efectivamente se houver uma certa correspondência entre este governo e aquilo quefor formado depois.


P.- Falámos do problema das alianças à esquerda do Ps com o PCP e com a UDP. O PPD, creio que rejeita, pelo menos formalmente, a posição do PS, rejeita nos mesmos termos do PC, isto é, considera como aberrante que um partido que representa um terço do eleitorado pretenda ser Governo sozinho e que não pretende também dar ao PS um apoio exterior sem ter ao mesmo tempo a responsabilidadeo Governo.

S.C. - Não, os termos são diferentes. Parece-me que não vale a pena falar das posições do PC aqui visto que o seu representante não está cá e portanto não precisa, com certeza, que sejam introduzidas aqui as suas posições. Se ele tivesse interesse nisso, cá estaria.
O dr. Mário Soares tem falado sempre nos partidos de direita, na táctica da direita; desminto que nunca fomos um partido de direita e não temos qualquer política de direita, antes pelo contrário, somos um partido de esquerda não marxista, um partido de esquerda moderado, um partido social-democrata. Agora o que me parece é que o PS está a contradizer-se um pouco, bastante mesmo, em relação à posição que tomou durante a campanha eleitoral, pois o PS apresentouse ao eleitorado nesta posição: se o eleitorado nos der mais votos do que aqueles que tivemos no ano passado, governaremos sozinhos; se nos der menos, passaremosà oposição. O eleitorado deu menos votos. Quer dizer, o eleitorado condenou, ou antes, não aceitou a estratégia do PS de querer ser o único partido noGoverno. O eleitorado apontou para a necessidade de coligação entre partidos e rejeitou a estratégia do PS. Por outro lado, é muito fácil dizer que o PS estará no governo sozinho, apresentará o seu programa e a responsabilidade será de quemder voto de desconfiança. Isso parece-me totalmente infundado em inverter as posições.O PS ao recusar terminantemente, apesar do voto do eleitorado ter sido desfavorável à sua posição, ao recusar coligações no Governo, está a assumir, a meu ver, uma grave responsabilidade histórica que pode, com a sua atitude, conduzir efectivamente a uma grave desestabilização e até à perda da democracia. O dr.Mário Soares falou no caso do Chile, há pouco desaconselhando governos de minorias evocando o caso do Chile. Parece-me por outro lado que dizem que partidos representados na Assembleia Nacional votassem uma moção de desconfiança ou não aprovassem o programa de governo, que isso equivaleria a uma aliança, parece-me, desculpe a franqueza, um contra-senso. Porque seria quase a mesma coisa dizer como há pouco o Veiga Pereira disse. Mas afinal a posição do PS coincide com a do PC; e o Dr. Mário Soares disse: Não havia apenas uma questão de coincidência. Pois exactamente. Se uma coincidência significasse umaaliança então essa coincidência entre a posição do PS e do PC implicava uma aliança. É evidente que não implica aliança nenhuma, porque senão o PS vinha dizer que basta que um partido se abstenha e nós continuaremos a governar então também se poderia dizer que havia uma aliança entre 0 PS e aquele que se abstém. Não se trata de qualquer aliança se os outros partidos na Assembleia da República vierem a desaprovar o programa de governo, Parece-me que a posição do nosso partido neste momento em que se realizaram eleições democráticas no nosso país, com claro sentido que efectivamente confirmou a necessidade de uma coligação. O partido que a rejeita é que assume a responsabilidade plena das consequências de querer governar sozinho, ainda que amanhã veja desaprovado o seu programa de governo ou veja votadas moções de desconfiança. Essa sim, será uma responsabilidade histórica. Parece-me por outro lado, que o PS não é a única hipótese de governo democrático e progressista neste país, pois uma coligaçãopoderia perfeitamente servir os mesmos moldes, os mesmos objectivos, não se trata de qualquer regresso ao passado, trata-se do cumprimento escrupuloso da Constituição. E o PPD, por exemplo, é um partido que sempre se manifestou acumprir escrupulosamente a Constituição como qualquer partido que disputa as eleições, doutra maneira nem sequer poderia ser admitido. O programa de governo a desenvolver não é um programa ideológico, é um programa pragmático,tendo em vista resolver problemas concretos, ou pelo menos deverá ser na nossa perspectiva, que efectivamente aplique a Constituição às realidades do nosso país e portanto não é o único partido socialista a poder executar um programa desse tipo, por isso me parece que a posição do PS é contraditória, implica a assumpção de uma grave responsabilidade, a de graves consequências na evolução da democracia portuguesa. Por nós, PPD, mantemos exactamente a mesma posição, aquela que o eleitorado confirmou: abertos a coligações com os partidos democráticos segundo os resultados das eleições na base de um programa comum de governo.


P. - Mas uma das alternativas para si seria uma coligação entre o PPD e o CDS?

S.C. - Os resultados eleitorais não apontam para uma coligação desse tipo, dado o número de deputados de cada um desses partidos.


P. - Portanto o PS mantém o projecto que anunciou durante a campanha eleitoral, a viabilidade desse projecto depende por um lado do PS, depende por outro lado das posições que tomarem os diversos partidos representados na Assembleia da República relativamente a um Primeiro-Ministro socialista e a um programa de governo a apresentar pelo Primeiro-Ministro socialista, mas este debate finalmentetransfere-nos para o PR, isto é que a actual situação portuguesa, nascida destas eleições vai depender fundamentalmente do PR e da maioria que se definir em torno do PR, da maioria presidencial, isto é, que o processo de institucionalização, de estabilização do regime vai depender fundamentalmente das eleições parao PR.

S.C. - Isso é verdade e acho importante que se vá desde já pensando nas pessoas dos candidatos, mas também na possibilidade de haver candidatos apoiados por mais que um partido, um apoio informal, todos sabemos, visto que os candidatos são apresentados por eleitores e não por partidos, mas creio que seria muito importante uma definição da posição dos partidos relativamente a apoio a um candidato, eventualmente comum, porque com isso, no mesmo plano das coligações pois poderia prestar-se um grande contributo para a estabilização política nacionale para a institucionalização da democracia portuguesa.


P. - Quer dizer que a coligação que não é possível ao nível da Assembleia da República será talvez possível, embora não sob a forma de alianças, em torno do PR.

S.C. - Sim, mas não veja nisto um pedido de casamento que nós nunca fizemos pedidos de casamento ao PS. O povo através da votação é que a meu ver apontou para uma coligação. Nós nunca fizemos qualquer pedido ao PS para se coligar connosco. É completamente diferente. E é nesse sentido que ponho o problema e de resto, o dr. Mário Soares falou no caso da Suécia, da Alemanha, isso levavanos muito longe.


P. - Creio que correríamos o risco de maçar os telespectadores, que tal como nós não dormiram ou dormiram muito pouco, continuando este debate, que se não apresentou soluções muito claras sobre a situação política, definiu pelo menos de uma forma muito clara quais são os problemas que há neste momento relativamente aos resultados da eleição de ontem e relativamente às soluçõespossíveis, às alternativas possíveis para o futuro. Creio que nesse aspecto este debate foi extremamente positivo porque as posições dos diferentes partidos ficaram extremamente clarificadas e as soluções possíveis também me parece que foram definidas com bastante rigor.


Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Marcelo Rebelo de Sousa

PSD-Que futuro? MARCELO

Marcelo Rebelo de Sousa será talvez a única pessoa capaz de pôr em prática aquilo que neste Blogue se tem defendido. Para o PSD e para o País.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

PSD-Que futuro

Contributo para o debate


Para se poder preparar o futuro é preciso perceber primeiro quais os problemas que estão a amarrar o PSD e a diminuir a sua penetração no eleitorado.
A nosso ver existem quatro tipos de questões:


1ª Perda de sentido institucional.

O PSD passou a viver apenas do tacticismo do momento, adaptando em cada circunstância a solução que de momento lhe é mais conveniente.

Já defendeu (bem) com Sá Carneiro "Uma Maioria, Um Presidente" e mais tarde quando propôs Ferreira do Amaral valorizava a virtude de um Presidente como contraponto a um Governo de cor oposta e pedia aos Portugueses para não porem todos os ovos no mesmo cesto (mal).

O PSD que com Sá Carneiro e Cavaco Silva sempre se bateu pela estabilidade governativa e por governos de maioria absoluta na AR (bem) agora concorreu às eleições disposto a governar em minoria (mal). Depois das eleições claramente quer um governo minoritário do PS aonde todos façam tiro ao boneco, borrifando-se para o interesse do País. Nada disse sobre soluções estáveis (que passariam por defender, logo nas noite das eleições, um solução de governo estável, reservando para si o papel de alternativa e oposição uma vez explicado que dentro do arco de governabilidade outra solução é possível e as soluções de bloco central absolutistas são sempre de evitar por falta de capacidade de fiscalização pela oposição remanescente)

O PSD que com Cavaco afrontou a campanha contra a “ditadura da maioria” agora alinhou a sua campanha pela extrema-esquerda clamando contra a “asfixia democrática”


Sá Carneiro e Cavaco Silva foram sempre estruturalmente institucionalistas e fundaram a sua actuação em sólidos princípios e no interesse do País, e por isso os portugueses os seguiram. Esta uma das coisas que se perderam e a que o PSD tem que voltar sob pena de se perder.



A Reforma de Marques Mendes teve uma consequência importante, mais do que presidencializar o Partido criou um partido do Presidente. Ou seja o PSD passou a ser posse do Presidente de cada momento e mais da sua entourage. Ou seja a personalidade e os princípios do PSD passaram a ser a personalidade e os princípios do seu Presidente e seus acólitos . Com três líderes tão diferentes em três anos percebe-se como se deixou de se perceber o que é o PSD. O facto de estatutariamente se ter consagrado o princípio das eleições internas como um jogo e não como forma de apurar a vontade da maioria (50%+1) teve como resultado a “entrega” do Partido a Presidentes eleitos com menos de 40% dos votos. O PSD passou a ser um partido de facções, com cada facção em stress por se afirmar.



3ª A terceira questão é substituição da massa militante apaixonada e desinteressada, entrosada com o eleitorado do PSD, por militantes profissionalizados, movidos pelos seus interesses pessoais e jogando com as suas cliques de dependentes num feudalismo invertido que vai debaixo até ao topo. Assim se percebe a polémica inclusão de António Preto nas listas . António Preto percebeu há muitos anos que se inscrevesse militantes ganhava uma secção (Benfica). Percebeu que se se aliasse com outra grande secção (Algés) ganhava a Distrital. Se ganhasse a Distrital ganhava um lugar de deputado se sobretudo ganhava um enormíssimo leque de agradecidos pelos lugares no aparelho do estado que proporcionou. E foi com estes “ seus” votos que MFL ganhou as eleições.


4ª A ausência de uma linha programática definida concretizada em propostas de reformas - O PSD tem um magnífico Programa que define essencialmente uma linha ideológica assente em grande medida na inciativa privada e no empreendorismo, por uma lado, e nas . preocupações sociais que se querem universais, por outro. Sabe-se lá porquê Marques Mendes criou uma Comissão para escrever um novo Programa. MFL chegou às eleições sem qualquer Programa estruturado e considerou que as eleições eram apenas um exame aos desempenho de Sócrates, quando aquilo que interessa aos Portugueses é o seu Futuro e é isso que eles querem saber e escolher. Mais, quaisquer Reformas de fundo para serem implementadas precisam de ser previamente bem preparadas e promovidas junto do eleitorado.


Percebe-se assim o que é preciso fazer para o PSD ter futuro :


1- Voltar aos princípios e ao interesse do País, começando pelo mais básico que é ter um lider eleito por mais de 50% dos votos, com recurso a segunda volta se necessário.

2- Estruturar o PSD de forma a que este possa viver independentemente dos seus lideres. Aonde todos possam continuar a colaborar independentemente de se terem engajado ou não a candidaturas, vencedores ou perdedoras. Com um grupo de estudos aberto e em colaboração activa com o Partido e o Grupo Parlamentar.

3- Devolver o partido ao seu eleitorado.

4- Dedicar os próximos dois anos a criar um Programa de Governo para 10 anos que concretize em propostas de Reforma os princípios expresso no Programa do PSD e os outros dois a promovê-los junto do eleitorado. (os timings poderão ser encurtados). Este Programa deverá ser o cimento de união do PSD e a ponte com o eleitorado.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

O Institucionalismo

O Institucionalismo é o bem mais valorizado pelo leque de eleitores que vai do centro esquerda à direita; é um bem particularmente caro à dtª.
A esquerda portguesa mantém-se culturalmente revolucionária ou anarquista e por isso se põe e é posta fora do arco da governabilidade.

Sá Carneiro fundou toda a sua actuação politíca na institucionalização de um Regime Democrático Ocidental. Primeiro lutando por dentro e depois por fora, contra o regime anterior. No PREC lutando contra o Gonçalvismo, contra o Conselho de Revolução e contra quaisquer tutelas não democráticas.

Cavaco Silva, vivendo num tempo em que o Sistema Democrático já estava institucionalzado, sempre se pautou pelo maior rigor institucional e pelo respeito das regras democráticas.

Na base do Regime Democrático, porque se bateu Sá Carneiro, estão duas ideias : A Legitimidade Democrática resultante do voto e a Governabilidade/Estabilidade.

Por isso se bateu por um Governode Maioria absoluta . Por isso morreu batendo-se por "Uma Maioria e um Presidente"

Cavaco Silva fez o seu primeiro Governo minoritário em circustâncias muito especiais. A partir daí sempre se bateu pela Maioria Absoluta e disse que se o PSD a não conseguisse então que a conseguisse o PS.

Sá Carneiro e Cavaco Silva sempre tiveram como principal preocupação o próprio regime.

Ora do discurso da Dtª as considerações sobre o regime desapareceram. Manuela Ferreira Leite foi eleita com menos de 40% dos votos no PSD, coisa que Sá Carneiro nunca aceitaria. Manuela Ferreira Leite sempre se mostrou disposta a governar em minoria desde que tivesse mais um voto que o segundo partido. Manuela Ferreira Leite desde logo aceitou a tese de um governo minoritário do PS, sendo claro que isso lhe interessa tendo em vista novas eleições em breve. Manuela Ferreia Leite não perdeu um segundo a explicar porque recusava a abertura oferecida por Sócratas.

Curiosamente (por muito hipócrita que tenha sido) quem veio a assumir o discurso e a posição institucional foi José Socrates. Foi José Socrates quem defendeu Governo com maioria absoluta. Foi Socrates quem defendeu a Governabilidade

Cortando mesmo com a tradicional posição do PS contra coligações e até desconfiança e desgosto dos seus camaradas em relação a governos de maioria e sobretudo de coligação.

A Direita não percebeu que ao recusar da forma que o fez, e sem se preocupar com explicar a justeza institucional da recusa entregou o Centro a Sócrates.

Os que agora não votaram no PSD mas poderiam mudar o sentido de voto no futuro, mais longe ficaram.


A posição do PSD, logo no dia das elições, deveria ter sido:
" O PSD defende a governabilidade e a estabilidade. Como segundo partido, e havendo outras possibilidades de governo maioritário dentro do arco da governabilidade, cabe ao PSD assumir o ser a Alternativa e portanto oposição e lider da oposição. Isto, porque num regime democrático é preciso consagrar sempre uma alternativa e uma oposição forte. Para o PSD a solução governativa deverá assentar num Governo de Coligação dos outros dois partidos do arco de governabilidade , cabendo obviamente ao Lider do Partido mais votado a chefia desse Governo. "

As pessoas teriam concordado. O onus passava para o PS e para o PP

Assim, as pessoas pensam que o PSD se está a borrificar para o País, o que se quer é um governo minoritário para fazer tiro ao boneco e o derrubar assim que possível. Vai querer o "quanto pior melhor". E nós portugueses, queremos o quanto pior?


Ao negar à partida a governabilidade e a estabilidade a direita trai o seu eleitorado e nega-se a si própria. Deixa de ter sentido.
Os dois partidos preparam-se sim para disputar entre eles quem é mais oposição.

Por isso O Reformista considera que a direita ensandeceu.



Ps OReformista calou-se desde que Manuela Ferreira Leite, em quem votou, embora com dúvidas, foi eleita. As dúvidas, infelizmente, concretizaram-se. Aos que continuam a defender esta estratégia OReformista lembra que o PSD de Manuela Ferreira Leite , num contexto de crise favorável às oposições, teve menos votos que nas legislativas anteriores .

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

A direita ensandeceu.. de vez.

A Direita ensandeceu de vez.

Virou costas à Governabilidade e à Estabilidade.

Admiração

O Reformista expressa a sua admiração pela decisão de Socrates de oferecer aos outros partidos a possibilidade de Coligação.

Pelos vistos, para além de O Reformista, Sócrates é o único político que tem consideração pela Democracia e pela Governabilidade, disponibilizando-se por encontrar uma solução com apoio em mais de metade da AR.

O Reformista não sabe se os propósitos de Socrates são sérios ou se apenas hipocresia.

De qualquer forma marcou pontos, passando para os outros a responsabilidade de uma solução democrática e estável.

Ferreira Leite fez bem em recusar, uma vez que havendo outras hipoteses de solução o PSD deve-se reservar como Alternativa Democrática ganrantido a sim o princípio de alternância.

Veremos o que diz o PP. OReformista espera que no final aceite.

O Reformista está curioso sobre se Sócrates irá demonstrar a mesma abertura ao Bloco de Esquerda. E como é que Louça reagirá sobretudo se a hipotese de PS/PP estiver ainda na mesa. Ao negar-se estará a deixar o PP como a única opção do PS e sabe que será responsabilisado por isso.

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